O Desporto para pessoas com deficiência é uma área relativamente recente e que ainda se encontra numa fase bastante embrionária de desenvolvimento, no entanto cada vez mais tem vindo a ganhar visibilidade de tal forma que o número de praticantes e de eventos continua a crescer.
A Constituição da República Portuguesa (1976) consagra o direito à cultura física e ao desporto para todos. Neste sentido, todas as pessoas devem ter acesso à prática desportiva, pois esta é vista como um factor indispensável na formação e na aprendizagem do indivíduo, bem como na promoção do desenvolvimento de aptidões, da autonomia e da qualidade de vida. Deste modo compete ao Estado, adoptar medidas (e.g.: estruturas adequadas, eliminação de barreiras arquitectónicas, criação de apoios, etc.) para assegurar o acesso das pessoas com deficiência à prática do desporto.
No Desporto para pessoas com deficiência existem várias provas desportivas comuns ao Desporto em geral, contudo, adaptadas às necessidades e capacidades dos indivíduos. De referir ainda, que o desporto adaptado permite a alteração/ adaptação de pequenas regras já existentes na modalidade em questão (eg.: Voleibol sentado) e que por outro lado, existem desportos específicos que são completamente distintos dos outros, pois têm as suas regras e nada têm em comum com as outras modalidades desportivas (ex: Goalball, Boccia).
No universo desportivo existem diversas vertentes promotoras de integração social, tal como se pode ver de seguida:
- Educativa;
- Terapêutica;
- Competitiva.
- Nível Psicomotor: melhoria do controlo postural; da coordenação motora, do equilíbrio e da noção corporal.
- Nível condição física: aumento da força, resistência, flexibilidade e da velocidade.
- Nível Psicológico: aumento da auto-confiança, do auto-conceito e da comunicação.
- Nível Social - torna os indivíduos mais autónomos e fomenta a integração social.
- Nível Terapêutico - ajuda no complemento da terapia e promove a qualidade de vida.
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